terça-feira, 15 de setembro de 2015

Eu, Robô de Isaac Asimov


Avaliação:   | 315 páginas; Editora Aleph

Preciso começar dizendo que este livro não é exatamente o que deu origem ao filme Eu, Robô (2004). Eu sempre imaginei que fosse e por anos eu desejei esse livro, porque adoro o filme. Assim que finalmente o comprei, antes de começar a ler os contos, resolvi ler as últimas páginas, nas quais o próprio autor fala sobre sua carreira como escritor. E foi ali que descobri que o livro em que o filme foi baseado chama-se As Cavernas de Aço, apesar de que o filme contém muitas referências de Eu, Robô (provavelmente o universo é o mesmo). Ainda assim, minha vontade imensa de ler esse livro não diminuiu, apenas adicionei mais uma trilogia do autor à minha lista.
Eu, Robô é um compilado de nove contos interligados entre si pela mesma premissa: um jovem jornalista, que entrevista uma importante psicóloga de robôs, Susan Calvin. Ela relembra os acontecimentos que nos são contados através desses contos.
As histórias falam sobre um futuro em que a robótica e as viagens espaciais são extremamente avançadas. Não é algo cotidiano e público, porém as pesquisas e explorações de outros planetas já são consideradas comuns. O foco, porém, é sempre na relação entre os humanos e os robôs. 
Muitos dos contos, para não dizer todos, tem uma trama de lógica que guia o enredo. E em pelo menos metade deles o autor explora suas próprias regras, as famosas Três Leis da Robótica. Essas leis são implantadas em todos os robôs para que aja certa ordem e controle, afinal eles possuem inteligência suficiente (e superior) para tomarem decisões sozinhos.

Primeira Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.

Segunda Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.

Terceira Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

O que mais gostei nesse livro foi justamente isso; o conflito que mesmo essas leis, que parecem perfeitas, podem causar em determinadas situações. Os robôs agem de formas imprevistas, por mais que continuem seguindo perfeitamente todas as três leis, e os humanos precisam solucionar através da lógica esses problemas. Foram os contos de que mais gostei.
Outro ponto que me fez gostar muito do autor é que apesar de se tratar de uma ficção científica e, portanto, ser necessário o uso de termos científicos em determinados momentos, um leigo não se sente perdido. Asimov escreve de maneira inteligente e acessível.
Com exceção de Guia do Mochileiro das Galáxias - e nem sei se essa série conta hahaha - esse foi o primeiro livro de ficção científica que li. Gostei muito e quero ler outros do autor e do gênero, principalmente aqueles sobre robôs.



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