segunda-feira, 9 de março de 2015

Fangirl de Rainbow Rowell


Avaliação: ☆ | 424 páginas; Editora Novo Século

Cath e sua irmã gêmea, Wren, têm dezoito anos e estão começando a faculdade. Enquanto Wren, de cabelos curtos, adora ir em festas, fazer amigos e beber, Cath, de cabelos longos sempre presos e óculos, prefere ficar em seu quarto, escrevendo fanfictions sobre a muito famosa série de livros e filmes Simon Snow.
O que fez eu me interessar por esse livro foi a premissa de uma garota fanática por uma série e escrevendo sobre esse universo. Eu já fui uma fanática e passei muito tempo lendo fanfictions, portanto é um tema de que gosto muito e considero nostálgico. Só quem já foi ou é fã de algo sabe como é incrível esse sentimento. E justamente por essa identificação, talvez eu seja suspeita para falar sobre essa história, mas eu me apaixonei por ela.
Nós acompanhamos os problemas familiares das irmãs, os relacionamentos de Cath com amigos e garotos e o seu amadurecimento. O final não é muito conclusivo, deixando claro que a vida dela continua, talvez não de forma maravilhosa, talvez ainda com alguns obstáculos, mas de certa forma tranquila e bem.
Eu não sabia absolutamente nada sobre o livro ou a autora antes de lê-lo, mas foi facílimo de perceber a enorme referência que Simon Snow é a Harry Potter. Simon Snow é um órfão, que vai para uma escola aprender magia e se tornar um mago. Entre um capítulo e outro de Fangirl, há trechos da série do garoto e eu conseguia enxergar Harry Potter em cada um deles. Isso foi muito divertido e deu algo a que relacionar. Também há muitos pedaços das fanfictions de Cath, nas quais Simon e seu inimigo, Baz, estão, na verdade, apaixonados um pelo outro.
Os personagens têm personalidades bem específicas e espontâneas; talvez por isso eu tenha sentido que, apesar da faixa etária deles, eles me soaram um pouco infantis. No entanto, isso não é algo que me incomodou - apesar de Cath ser tão ingênua e inocente, que chegou a me impressionar um pouco.
Uma coisa de que gostei muito foi a visão de Cath dos garotos; ela repara em detalhes verdadeiros, sem o julgamento de beleza, seja um dente torto ou sobrancelhas grossas. A maneira como ela os descreve é muito sincera e direta. Mesmo quando ela se foca em partes de que ela gosta, ela não romantiza. Assim nós percebemos que eles não são personagens maravilhosamente lindos, mas humanos e normais.
E esse talvez seja o motivo pelo qual gostei tanto deste livro: a verossimilhança. Tudo ali é muito real e natural.


7 comentários:

  1. Estou louca pra ler esse livro, mas ainda não tive tempinho. Adorei a sua resenha, você manda muito bem! Btw, adorei teu blog e estou lhe seguindo. Beijos. :3

    http://anneandcia.blogspot.com.br

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    1. Poxa, espero que você consiga ler logo, eu passei um tempão namorando esse livro nas livrarias e sites e fiquei muito feliz de finalmente ter lido! hahaha
      Muito obrigada <3

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  2. Eu não sabia absolutamente nada sobre esse livro, não tinha vontade de ler e, talvez por isso, tinha as menores expectativas possíveis. Depois de ler sua resenha, minha vontade de ler o livro ainda é quase nula (não adianta, haha, não é do tipo de livro que eu gosto...), mas percebi que ele se destaca entre outros títulos do gênero devido a seus personagens espontâneos e descrições sinceras.
    P.S. Andou sumida, hein? hahah

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    1. Andamos sumidos, você quer dizer, né? hahahah
      Ah, sim, é um bom livro para aqueles que se interessam pela temática (tipo eu hahah) e apesar de estar animada com a premissa, eu já estava preparada para um clichê imenso, mas me surpreendi e adorei ele. Que bom hahaha

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    2. É, ele tem um jeitão de clichê mesmo.. hahahah.
      Li a sinopse no skoob agora, e esse negócio de "mas agora as duas estão indo para a faculdade" e "Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida?" devia ser abolido de toda contracapa. Quem lê uma coisa dessas e se sente incentivado a comprar o livro? A indústria de marketing poderia usar frases assim para marcar livros com conteúdo clichê de verdade, como um alerta aos leitores mais atentos; não sair distribuindo expressões prontas para todo e qualquer livro, inclusive obras singelas como essa parece ser.
      Entretanto, é claro que ainda existe a possibilidade de a indústria de marketing já usar essa estratégia em segredo e terem achado Fangirl um clichezão de primeira... hahah.

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  3. Eu comecei a ler Fangirl, mas as aulas começaram e aí adeus. Mas como o livro foi sugerido pelo Book Club que participo vou ter que concluir a leitura, ainda bem hahaha. Eu gostei muito de Eleanor & Park e só tenho ouvido maravilhas sobre a autora desde então, acho que ela será outra Julia Quinn na minha vida, daquelas que me levam a falência.
    Tava com saudade de você por aqui, moça!
    Beijo

    www.blogrefugio.com

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    1. Nunca tive interesse por Eleanor & Park, mas agora que li Fangirl e gostei estou pensando em ler!
      Nossa, nem me fale, além da Julia Quinn agora estou lendo a série Os Hathaways, da Lisa Kleypas, conhece? É romance de época, na mesma pegada de Os Bridgertons, cada livro sobre um dos irmãos e etc.
      Poxa, estou tentando voltar com o blog direitinho, senti MUITA saudade daqui! (:

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