sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Viagem Ao Centro da Terra de Júlio Verne


Avaliação: ☆ | 230 páginas; Editora Ática

Como já estamos bem no finalzinho do ano, acho que já posso dizer que esse livro foi a maior decepção de 2014. Foi somente esse ano que senti interesse pela história, após ter assistido ao filme de 2008 (com o "cara da Múmia" e o Peeta novinho hahaha). Foi a segunda vez que vi o filme e realmente gostei dele. Mesmo sabendo de antemão que o livro e o filme, muito provavelmente, não teriam tanto em comum, a diferença é ainda mais gritante do que o esperado.
A história se passa em 1863 e conta sobre Axel, um garoto interessado por geologia e apaixonado por Grauben, que vive com seu tio, o peculiar professor e cientista Otto Lidenbrock (que se parece com o Doc de De Volta Para O Futuro em ânimo científico, mas com um temperamento terrível). Lidenbrock consegue encontrar um documento muito antigo que revela sobre a viagem que outro cientista fez ao centro da Terra. Como não poderia deixar de ser, Lidenbrock arrasta Axel para fazerem a mesma viagem.
Eu esperava muito desse livro. No começo eu estava realmente gostando, estava empolgada. Esse livro é uma aula de geologia e geografia - confesso, não é dos meus assuntos preferidos - e eu estava gostando muito do conhecimento que estava adquirindo com ele. No entanto, o livro se mostrou a mesma coisa monótona do começo ao fim.
A viagem é contada num ritmo aceitável, mas simplesmente não acontece nada. Eles apenas andam e andam e comem e dormem e andam e andam. Falam sobre toda e qualquer minúscula rocha que encontram no caminho. Medem a temperatura a todo momento. E mesmo quando algo acontece, dura por tanto tempo, que passa a ser entediante; a cena que está na capa do livro foi o que me fez continuar, pois achei que, alguma hora, algo realmente emocionante aconteceria. Mas nem mesmo os monstros marinhos e pré-históricos me prenderam. Cheguei ao fim do livro por pura curiosidade de saber como terminava, como eles sairiam do centro da Terra (e até isso, que começa como algo incrível, fica monótono).
Outra coisa que me incomodou bastante é que o livro é repleto de linguagem científica. Quando descreve as paisagens encontradas pelos personagens, o autor não fala sobre como as árvores eram altas, finas, com folhas esverdeadas e pontudas. Não, ele só diz que eles encontraram uma floresta de (insira nome científico de uma planta aqui). Ou seja, se você não sabe o que é, você não consegue imaginar ou acaba inventando qualquer coisa na cabeça. Eu sou do tipo de pessoa que sempre que encontra algo que não conhece em um livro, pesquisa na internet. Mas não dava pra eu parar a leitura sempre para ficar pesquisando coisas. 
Eu esperava uma aventura com ficção científica e, no fim, acabei lendo uma ficção científica com pouco que me motivasse na parte da ficção e ciências geológicas e botânicas demais para o meu gosto.
Talvez seja isso mesmo, questão de gosto. A escrita de Verne é fluida, mas a trama não me envolveu. Se você gosta dos temas abordados, talvez se interesse mais por esse livro.


3 comentários:

  1. Ai eu tenho esse livro e já li tbm, achei legal que ele é bem diferente do filme, e muito mais interessante.
    http://cantinhodacarolll.blogspot.com.br/2014/12/deixe-neve-cair.html

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  2. Caraca!
    Você não sabe o favor que me fez! Hahaha. Eu tenho três livros do Verne na minha lista, e "Viagem ao Centro da Terra" era o que mais chamava a minha atenção. Eu ainda vou ler o livro pra tirar minhas conclusões, mas lerei de olhos bem mais abertos.
    Outro livro dele que está há bastante tempo na minha lista é "Volta ao Mundo em 80 Dias", e ele está lá pela mesma razão do anterior: Eu gosto bastante do filme adaptado. Nesse caso é com o Jackie Chan e com o "romano em miniatura de Uma Noite no Museu".
    Sua resenha me serviu pra baixar as expectativas quando for encarar um Júlio Verne, quem sabe assim eu aproveite melhor a leitura. :]

    http://discodivinil.blogspot.com.br/

    P.S. Final de ano é bom por causa disso também, né: A gente pode resenhar um livro que não gosta e classificá-lo como "a maior decepção de 2014". Hahaha. (Sou só eu que prefiro escrever resenhas de livros ruins? Parece tão melhor descer a lenha em algo que não gostamos do que tecer elogios retóricos a algo que todo mundo já sabe que é bom...)

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    Respostas
    1. O pior é que eu até tinha vontade de ler outros livros dele, mas agora fico pensando que deve ser tudo igualmente monótono! hahahah
      Mas é verdade mesmo, falar mal é muito mais fácil. Quando falo bem fico receosa de acabar fazendo sempre o mesmo comentário pra todos os livros - o que eu acho que acaba acontecendo mesmo ): hahahah
      Quero ler sua resenha dos livros dele depois!

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