quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Azul é a Cor Mais Quente de Julie Maroh


Avaliação: ☆ | 160 páginas; Editora Martins Fontes

Quando adolescente eu tinha o hábito de ler mangás, mas aos poucos meu gosto pelos quadrinhos foi desaparecendo. Isso se deu quando comecei a ler mais livros. No entanto, de vez em quando eu ainda pego alguma HQ ou graphic novel, quando curiosa. Foi o que aconteceu com essa, que peguei emprestada de um amigo meu, mas estou querendo muito comprar para ter na minha estante.
De início já sabemos que Clementine está morta. Ela deixa para Emma seus diários e nós acompanhamos a leitura deles, descobrindo mais sobre as duas personagens.
Clementine tinha 15 anos e estava no primeiro ano do colegial quando conhece Emma, uma estudante de Artes de cabelos azuis. As duas aos poucos se envolvem e Clementine passa por todas as dúvidas e medos de se apaixonar - por uma garota, ainda por cima.
Uma característica dos quadrinhos que me incomoda é o ritmo da história, sempre meio corrido. A trama é maravilhosa, emocionante e real. Mas com tão poucas páginas para desenvolver isso tudo em imagens, eu confesso que fiquei querendo mais. Ainda assim, o enredo e os personagens são muito bem construídos.
Emma é incrivelmente envolvente e interessante, e a profundidade com que conhecemos Clementine nos envolve de maneira a quebrar nosso coração quando o livro chega ao fim, após acompanhar diversos momentos de toda a sua vida.
Como gosto muito de ilustrações, não poderia deixar de observar e comentar sobre o traço, que eu adorei. Muito. Enquanto lê os diários de Clementine, os quadros são todos em cinza com detalhes em azul (fiquei feliz, pois foi algo que eu mesma tinha pensado que seria bacana, antes mesmo de abrir a HQ hahaha).
É uma história linda e triste, que vale muito a pena ser lida  - e vista, pois os desenhos são maravilhosos também.

Há um filme dessa graphic novel, que eu assisti e pretendo resenhar também aqui no blog. Aguardem!

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