domingo, 13 de julho de 2014

O Diário de Bridget Jones de Helen Fielding


Avaliação: ☆ | 322 páginas; Editora Best Bolso

O Diário de Bridget Jones é um filme que gosto muito de ver, principalmente quando quero relaxar. Fiquei curiosa quanto ao livro e descobri que o filme é infinitamente melhor.
Escrito em forma de diário, a história é narrada pela Bridget, uma inglesa solteira, sempre preocupada com o próprio peso, com arranjar um namorado e algumas vezes com a própria carreira, que não é muito promissora. O livro não tem bem uma história, nós apenas acompanhamos a vida de Bridget e suas reviravoltas. Particularmente eu não gosto desse tipo de enredo, mas também não gosto do formato "diário" e já li ótimos livros escritos dessa maneira, então resolvi ignorar esse detalhe e dar uma chance.
Supostamente o livro deveria ser engraçado; confesso que não vi graça alguma. Eu entendo que ele seja uma sátira, mas apesar de possuir momentos sarcásticos (os únicos que gostei, pois adoro esse tipo de humor) é muito fraco.
Bridget pode ser uma piada, porém a meu ver não passa de uma mulher totalmente sem graça. Não tem autoestima nem autoconfiança, muito menos noção (eu senti muita vergonha alheia por ela), é ignorante e extremamente influenciável; ela não consegue pensar por si, está sempre mergulhando de cabeça no que os amigos dizem (ou no que as revistas e programas de televisão dizem). Sua vida se baseia em emagrecer e encontrar um namorado, apenas.
Daniel é horrível. Esqueça Hugh Grant e todo seu charme, o Daniel do livro é apenas machista, cafajeste e arrogante. E Bridget ainda o acha engraçado e o atura como se fosse uma honra.
Os amigos de Bridget são todos muito caricatos: a amiga que vive em um relacionamento conturbado com um cara que claramente não vale a pena o esforço; a amiga "feminista", que na verdade acha que os homens não prestam (e ajuda na distorção completa que a ideologia feminista sofre hoje em dia); e o amigo gay.
O único personagem interessante no livro todo é Mark Darcy e é muito difícil de acreditar que ele tenha achado Bridget uma pessoa atraente, pois ao contrário dela ele é inteligente e prático.
Eu compreendo que a intenção da autora fosse ser irônica, mas o livro é tão fraco, que eu não posso nem mesmo dizer se ele é bom ou ruim. Sou indiferente quanto a ele, pois tê-lo lido é o mesmo que não tê-lo lido. Não mudou absolutamente nada para mim, de forma positiva nem negativa.

Eu pretendia ler a continuação dele, mas nem preciso dizer que mudei de ideia, né? O segundo livro se chama No Limite da Razão e o terceiro e último Louca Pelo Garoto.



Um comentário:

  1. Olá Aline!
    Pela sua resenha, acho que eu não gostaria nem um pouco desse livro também! rs.
    Não gosto de personagens chatos, que não nos envolvem. enfim.
    Adorei a resenha!
    Beijos,
    Ana M.
    www.vicioemlivros.com

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