domingo, 8 de junho de 2014

Filme: A Culpa é das Estrelas


A tão esperada adaptação do mais famoso livro de John Green finalmente está nos cinemas. As salas de todos os horários estão lotadas (tive que assistir sentada lá na frente, com o pescoço pra trás) e foi possível ouvir incontáveis narizes fungando durante todo o filme.
Se você é fã do livro, vai ficar satisfeito; essa é uma das melhores adaptações que já vi. Confesso que eu não gosto nem um pouco de enredos dramáticos, com gente doente e afins, mas eu realmente gostei desse filme, assim como do livro (resenha dele aqui). 
Confesso que eu não estava muito animada com os atores que interpretam Hazel e Gus, pois os vi em Divergente e os achei muito fracos. Em A Culpa é das Estrelas, Shailene Woodley também não se destacou muito, mas convenhamos que, mesmo no livro, Gus é a verdadeira estrela. E Ansel Elgort conseguiu trazer Augustus Waters à vida com maestria e roubou todas as cenas. Vendo-o consegui perceber ainda melhor como o personagem de fato é charmoso e carismático.
A história é tão engraçada quanto emocionante e repleta de momentos apaixonantes. O cinema inteiro riu muito em diversos trechos e admito que meus olhos ficaram marejados em vários outros (eu sou assim, incrivelmente mais propícia a me emocionar com filmes do que com livros; nunca vou entender isso). Uma cena que me marcou muito foi a de Hazel e Gus na casa de Anne Frank: enquanto Hazel se esforça para subir as escadas, a voz de Anne ao fundo (lendo trechos do livro O Diário de Anne Frank) é um detalhe muito bem pensado e tocante.
Eu só sabia quais seriam os atores principais, portanto tive algumas surpresas ao ver vários atores conhecidos. A mãe de Hazel é Laura Dern (de Jurassic Park, lembram? hahaha), o pai Sam Trammell (que interpreta - não sei se ele ainda está no seriado - seu xará em True Blood) e a maior de todas foi ver Peter Van Houten, o escritor bêbado e grosso, ganhar vida através de Willem Dafoe (Duende Verde da primeira trilogia de Homem Aranha). Os únicos personagens que ficaram parecidos com o que eu imaginei ao ler foram Hazel e Isaac, mas os únicos que me incomodaram um pouquinho - porque também não sou dessas pessoas chatas que criticam qualquer pequena mudança em adaptações - por serem diferentes foram o escritor e sua assistente; eu os imaginava muito mais velhos.
Para quem gosta do livro, esse filme é indispensável. Me deu até uma vontade de reler.


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