terça-feira, 20 de maio de 2014

As Vantagens de Ser Invisível de Stephen Chbosky

Avaliação: 
[231 páginas; Editora Simon and Schuster]

Não tenho o costume de ler em inglês, já falei aqui no blog milhares de vezes. Porém quando me deparei com essa capa lindinha, não resisti. Se for pra ler esse livro, que seja com essa capa e não com a brasileira, que é horrível.
Eu entendo muito bem inglês (apesar de não falar tão bem), portanto não tive problemas com a leitura. Se você quer começar a ler livros em inglês, eu recomendo ele, pois com um inglês intermediário você consegue ler bem.

O livro é todo escrito em forma de cartas escritas pelo protagonista, Charlie, para alguém - não há como saber quem é essa pessoa. Particularmente, eu imagino que a ideia do autor era a de que nós, os leitores, fôssemos a tal pessoa para quem Charlie achou uma boa ideia escrever, porque ouviríamos o que ele tem a dizer. 
Esse não é o tipo de livro que "qualquer pessoa" vai gostar. Ele não chega a ser triste, do tipo que nos faz chorar, mas é muito melancólico. O ritmo é constante, então apesar dos acontecimentos na vida de Charlie e das pessoas que conhece, como é tudo narrado por ele, não há grandes momentos de tensão ou alegria. Há muito sentimento, mas eles são trabalhados de maneira sutil e profunda. Sendo a pessoa incrivelmente sentimental que sou, me identifiquei muito com o livro.
Charlie é um garoto de 15 anos muito introvertido, atento ao que acontece a sua volta, com um olhar ingênuo, coração bondoso e sentimentos intensos. É possível perceber que ele parece ter problemas psicológicos sérios. Ele está começando o High School completamente sozinho, pois seu melhor amigo se matou, sem deixar bilhetes, e Charlie se sente mal por não saber do que afligia Michael.
Nesse novo ano ele tenta aprender a "participar", como seu professor de literatura o aconselha a fazer, e é num jogo de futebol que ele começa a conversar com Patrick e Sam.
Patrick e Sam são meio-irmãos e estão no último ano da escola. Patrick é do tipo de garoto que adora fazer graça e Sam se torna a paixão de Charlie. Os três se tornam muito amigos, sempre saindo juntos para festas e ouvindo música - ponto importante no livro, pois elas nos permitem imergir, principalmente, nas emoções das personagens. Asleep, da banda The Smiths, é a música preferida de Charlie e, ao ouvi-la, podemos perceber claramente o porquê. Ela reflete muito do emocional dele.
Nós acompanhamos a relação de Charlie com os irmãos mais velhos, com os pais, com a falecida tia Helen - por quem Charlie demonstra muito carinho - e outros parentes, além dos amigos e colegas de escola.
Apenas no final temos uma revelação muito importante. Não há rastros claros dela durante o livro, portanto é algo bem chocante (no caso eu já sabia, porque vi o filme primeiro, mas foi o que senti assistindo).
Esse livro possui uma enorme carga emocional. Há um poema ao mesmo tempo lindo e triste; há referências a músicas que transmitem todo tipo de sensações; também a diversos livros: Charlie lê como trabalho extra e escreve ensaios sobre eles, sempre estimulado pelo professor de literatura, que se mostra interessado e preocupado com Charlie, sempre. É tocante ver Charlie se envolvendo da maneira que faz com as pessoas e o que tudo isso representa para ele.

O filme foi dirigido e produzido pelo próprio escritor do livro. Para ser sincera, eu o acho um pouco sem graça - apesar da trilha sonora ser incrível (post sobre a trilha sonora aqui), mas por ser do autor se mantém bem fiel à história.

2 comentários:

  1. Realmente, que capa mais linda! Azul <3 Também acho a brasileira bem feinha, viu? Hahaha Eu só assisti ao filme e ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas ele está na minha lista há um bom tempo. Também sou como você, sentimental e me deixo levar muito pelas emoções, de todos os tipos. Acho que vou gostar do livro.
    Ler em inglês é sempre um grande desafio né? Nunca tive problema em entender o que está escrito, mas na hora de formular frases e falar sou uma tristeza, hahaha.
    Beijo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente! Eu leio e vejo vídeos/filmes em inglês (sem legenda) sem problema algum, mas na hora de falar e escrever... Simplesmente não sai direito! Triste hahahah
      Eu estava empurrando essa leitura há muito tempo, mas quando achei essa edição na livraria, barato ainda, não resisti. E adorei o livro ♥

      Excluir