terça-feira, 29 de outubro de 2013

Shadowmancer - O Feiticeiro das Sombras de G. P. Taylor

Avaliação: 
[351 páginas; Editora Objetiva]

Este livro esteve em minha estante durante muitos anos. Comprei quando era pequena, porque a capa me chamou a atenção (roxo ♥ hahaha) e a sinopse me prometeu eventos sobrenaturais, criaturas das trevas, tudo que eu adorava. Por duas vezes comecei, mas larguei. Esse livro não lido na minha estante já estava me irritando, portanto esse ano decidi que o leria enfim. E se não fosse a minha enorme força de vontade e teimosia, eu teria largado pela terceira vez. Foi um martírio ler até o fim e acabei descobrindo que ele é só o PRIMEIRO volume.

A história é incrivelmente simples, mas poderia ser boa - se fosse desenvolvida. Demurral é um padre que manda e desmanda na vila. Há muito ele deixara Deus para trás e agora está em busca de um poder das trevas que o permita ser o próprio deus. Mas as forças que está invocando são muito mais poderosas do que ele imagina e tudo sai de seu controle.
Para começar, Demurral tem tudo para ser aquele personagem detestável, encarnação de todo o mal humano (não sei porquê raios, mas imaginei muito ele como o Lucius Malfoy, de Harry Potter). Mas apesar de no começo aparentar ser um mandão filho da mãe, ele logo se mostra um covarde ingênuo. E essa decepção se dá com todos os personagens.
Raphah é um garoto negro, vindo da África, em busca de um tesouro que Demurral roubou. Seria o melhor personagem, se ele não fosse tão limitado; apesar de ser muito bem resolvido espiritualmente, as falas dele se resumem a Riathamus, o deus em que ele crê. E essa é a única verdade que existe. Ele enche a paciência de todo mundo com essa conversa sobre o deus verdadeiro, único, que te guiará e blablabla. Insuportável.
Kate tem atitudes completamente contraditórias e súbitas o livro inteiro. Uma hora ela é uma garotinha forte e destemida, e no minuto seguinte ela está chorando, querendo ir pra casa. 
Thomas é um garoto sem graça, que ora é revoltado com tudo, ora crê em Riathamus, ora não crê mais, ora derrota demônios com uma coragem nascida do mais completo nada. 
Jacob Crane é um contrabandista que faz pose de badboy, mas no fundo é uma manteiga derretida completamente manipulável.
Resumindo: os personagens não tem personalidade
Não acontece quase nada na trama, além de fugas e prisões, e as poucas batalhas que ocorrem são bem fracas. O livro é basicamente sobre deus e sobre fé. Tudo se resolve com a simples crença dos personagens em Riathamus. As poucas vezes em que o autor levantou alguma discussão (quando os garotos questionavam a existência de Riathamus, seu poder e etc), bastava Raphah soltar uma frase pronta religiosa e, pronto, a pessoa estava convertida e acreditava em qualquer coisa.

Para ser sincera, estou muito feliz que finalmente terminei esse livro (graças a Riathamus). Nem preciso dizer que não procurarei a continuação.


Um comentário:

  1. Oi,
    A história do livro não me interessou. Que bom que conseguiu terminar haha
    bjs

    http://entrepaginasesonhos.blogspot.com.br/

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