sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Sábado à Noite de Babi Dewet

Avaliação: 
[288 páginas; Generale, Editora Évora]

Esse será um post um pouco diferente, porque há muito além do próprio livro envolvido na história. Por isso, minha opinião sobre ele é um pouco controversa. 
Do começo: Sábado à Noite era, originalmente, uma fanfiction (história fictícia criada por fãs) de McFLY (banda britânica).
McFLY é uma das minhas bandas preferidas (logo ali, depois do Nirvana... Tudo a ver, eu sei). Hoje em dia eu já não acompanho mais principalmente depois do último cd, que eu achei péssimoDetalhes à parte, quando estava no auge do meu amor por eles, eu conheci as fanfictions e, leitora que sou, me apaixonei por aquele mundo. Não é exagero de minha parte dizer que conhecer esse universo me estimulou muito a escrever mais e desenvolver a ideia de escrever histórias. Até aquele momento eu só escrevia textos perdidos e poesias (se tiverem curiosidade, meu blog para lerem o que eu escrevo). 
Naquela época eu conheci Sábado à Noite. Era uma das fanfictions mais populares e uma das minhas preferidas. Sério, eu perdi as contas de quantas vezes li ela no site.
Quando fiquei sabendo que a Babi iria lançar a história em livro, não tive dúvidas. Seria muito melhor ter o livro em mãos, para ler a qualquer momento que eu quisesse, do que ficar acessando o site e lendo pelo computador. Fui uma das primeiras a comprar o livro - tanto que o meu tem essa capa que eu coloquei no início do post. Hoje o livro é vendido pela editora e a capa mudou um pouco.
É importante mencionar que, no original, todas as músicas eram, na verdade, do McFLY. A versão em português não mudou muito, é fácil reconhecer as músicas. E eu acho que esse é o ponto forte da história.

A escrita da Babi é... Normal. Para uma fanfiction era boa, se você pensar que são adolescentes escrevendo. Não são profissionais, não precisam ter uma escrita rebuscada. Não me entendam errado, não estou dizendo que ela escreve mal, mas não é nada demais.
Para ser bem sincera, a história não é super elaborada. É um clichê gigante; garotas populares que gostam dos perdedores do colégio e, óbvio, não podem admitir isso. Então rola um namoro escondido, muitos mal entendidos, muito drama e aquilo tudo que você consegue imaginar facilmente. Aliás, acho o motivo maior pelo qual Amanda e Daniel - os protagonistas - não poderem ficar juntos incrivelmente fraco. E não, não é a popularidade. Porém, o que salva tudo, ao meu ver, é o final. É surpreendente. Certamente quebra todo o clichê do resto do livro.
Os personagens não tem profundidade; quanto mais distantes do foco, menos reais parecem. Amanda é uma garota tão boba, que chega a ser irritante. Nada interessante.
Resumindo: eu acho o livro fraco, mas gosto dele. E por que isso?! Porque ele fez parte da minha adolescência, da época em que eu era uma fã alucinada. Porque a Babi conseguiu encaixar perfeitamente, sem parecer forçado, várias músicas daquela banda que eu idolatrava numa história romântica. Porque toda vez que ouço alguma música deles, eu lembro dessa história. Quando a leio, sinto a nostalgia daquela época. McFLY significa inúmeras coisas para mim, coisa difícil de alguém que nunca foi fã de algo entender. Músicas repletas de sensações, diversas amizades (algumas com quem converso até hoje) nascidas a partir desse gosto em comum, ansiedade e loucura quando eles pisavam no Brasil, shows, novidades e recortes de revistas 24/7... É realmente difícil expressar como é. Como foi.
E é exatamente isso que faz o livro ser bom, para mim. Se você gostar muito de McFLY, garanto, aproveitará o livro mil vezes mais. Vai perceber cada música, vai perceber, mesmo por trás das novas aparências que a Babi deu a eles, os integrantes. Vai conseguir se colocar no lugar da protagonista e realmente aproveitar o livro. Eu sinto que ele tem muito mais um valor sentimental do que literário para mim; vocês leram todas as críticas que eu fiz, viram que dei 3 estrelas pra ele. E ainda assim é um livro que releio praticamente todo ano.
Eu sei que não faz muito sentido, mas eu precisava expressar essa minha opinião confusa. Aproveitei que recentemente foi lançada a parte dois dele (é uma trilogia) e já digo para vocês que eu nem vou ler. Eu li a parte dois e três da fanfiction e nunca gostei. 
A parte três eu nem me lembro direito - só do final. A parte dois se resume em paintball. A galera joga isso o TEMPO INTEIRO. A história é uma enrolação sem tamanhos. Daniel vira um cafajeste idiota e a Amanda uma trouxa. É ridículo.
Claro, a Babi pode ter mudado completamente a história na hora de transformar em livro. Eu realmente espero que tenha feito isso, porque aquela sequência era PÉSSIMA.

Esse foi um post gigantesco mais desabafo do que qualquer outra coisa, mas fui totalmente sincera. Talvez seja um tanto difícil de compreender... Mas enfim! hahaha

2 comentários:

  1. Adorei seu blog super lindo, E MUITO sucesso pra ti! Beijos e vou voltar aqui no seu blog!

    www.museugirl.blogspot.com.br

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