sábado, 19 de outubro de 2013

O Pacto de Joe Hill

Avaliação: 
[320 páginas; Editora Arqueiro]

Há uma frase, numa das orelhas do livro, que resume e aponta o fator mais interessante de toda a história: 

"O Pacto é uma história envolvente e eletrizante, ao mesmo tempo que quebra o velho paradigma sobre o bem e o mal e nos convida a refletir: será que o homem ainda precisa do diabo?"

É incrivelmente interessante o poder que Ig passa a ter sobre os outros a partir do momento em que cria chifres, tornando-se o demônio em pessoa. Apesar disso, ele ainda é um ser humano, cada vez em contato mais profundo com seu lado sombrio - e com o da humanidade. Todos sob o poder dele confessam seus mais desesperados desejos, despidos de qualquer moral ou bom senso e é de uma sinceridade tão extrema, que nem chega a ser chocante; é meio que esperado que o ser humano tenha esses tipos de podre dentro de si. 
A história se desenrola em torno da morte misteriosa de Merrin, namorada de Ig. Dono de chifres persuasivos, ele coleta informações preciosas e parte em busca de vingança.
Ig é o garoto que está sempre preocupado em agir da maneira correta, mesmo que isso vá contra seus sentimentos pessoais. Por isso ele é um tanto submisso, mas atraente ainda assim. Até próximo do final é difícil entender porque justo ele tornou-se um demônio.
Lee, por outro lado, é completamente doente e asqueroso, mas ainda assim interessante; apesar de detestá-lo, quis saber sua história e o porquê de seu comportamento.
Merrin aparece, obviamente, apenas em flashbacks, mas é o suficiente para perceber quão chatinha ela é. Achei ela um tanto sem graça.
A trama é muitíssimo bem estruturada. Mesmo com flashbacks constantes, a linearidade não se perde e a história vai se abrindo aos poucos para o leitor. Confesso que eu li numa fúria violenta, porque estava MUITO curiosa sobre tudo.
Já no final, por um segundo, eu pensei que ele seria surpreendentemente ruim. Felizmente não aconteceu o que eu temia que poderia acontecer e o final foi interessante, até mesmo poético. 


PS.: Quero muito assistir ao filme, mas pelo que parece ainda não há data definida para a estreia. E só queria expressar meu desgosto pela escolha dos atores; Daniel Radcliffe não tem absolutamente nada a ver com o Ig. Nada. Apesar da atuação duvidável dele estar realmente boa (eu vi um trechinho do filme no youtube), não acho que ele faça o tipo do personagem. Outra péssima escolha foi a do ator chamado Max Minghella, para o papel de Lee. PERA AÍ, o cara nem ao menos loiro é! Como ele interpretará o sociopata com fisionomia de césar? (Além dele ser bem feinho...)

2 comentários:

  1. Tenho vontade de ler esse livro, principalmente porque vai ter o filme e eu sempre quero ler os livros antes.
    Mesmo sem ler já fico com um pé atrás pelo ator ser o Daniel Radcliffe. Adorei a atuação duvidável hehehe
    Bjo

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    1. Ah, eu não acho ele grande coisa como ator, sinceramente hahaha E eu esperava mais de uma adaptação desse livro que é tão bom e forte. Mas vamos ver como será! (:

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