quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Frostbite de David Wellington

Avaliação: 
[296 páginas; Panini Books]

Frostbite não é um livro de terror, porém é uma história em que os lobisomens são tratados como os monstros sedentos de sangue que são. Exatamente o que eu queria.
Não tem como falar muito sobre a história sem dar spoiler, portanto vou contar praticamente o que consta na sinopse: Chey está perdida no Norte do Canadá, em meio a floresta, e encontra um lobisomem - que a morde e a transforma em um deles. Ela então entra em contato com ele, na forma humana.
Os lobisomens, nesse livro, são mais lobos enormes do que um híbrido. A visão que nos é passada, na verdade, é a de um animal extremamente feroz e raivoso, em contrapartida ao humano que o abriga dentro de si.
A transformação é a parte mais diferente de todas. Ao invés do grotesco processo de rasgar a pele, alongar dedos, garras e focinho, ela se dá de forma um tanto poética, como se o espírito se despisse da humana e trajasse a pele de loba.
Lua cheia é apenas um mito. Toda vez que a lua surge no céu, Chey se transforma em loba. E isso faz com que a maldição pareça pior, mais desgastante e inconveniente.
A história é simples, mas muito sólida. Justamente por isso, também, o autor se aprofunda nos acontecimentos e, principalmente, nas sensações e sentimentos dos personagens. E isso é muito bom quando se tem,não só humanos, mas animais sendo descritos detalhadamente. É perceptível a mudança drástica nos pensamentos da Chey humana e da Chey loba, até mesmo na maneira como o autor escreve.
Os personagens, principalmente Chey, são muito bem construídos. Ela possui inúmeras fraquezas, sente medo quase o tempo todo, porém é forte e destemida. Mesmo enfrentando situações horríveis, do começo ao fim, ela continua a lutar pela sua sobrevivência, pelo controle de sua sanidade e em busca de paz interior.
Um detalhe que eu adoro: os capítulos são curtos. Eu sinto que o ritmo de leitura é melhor com essa estrutura. A linguagem é simples e gostosa. Devorei-o entusiasmada.


Uma coisa que me aborreceu muito: erros, muitos erros de digitação. E, no caso, foram erros bastante chatos. Várias vezes os "ele" e "ela" foram trocados, então somente no meio da frase você percebia que estava se referindo a outro personagem. Sem contar os diversos "como" e "com" confundidos. Entre outros tantos errinhos irritantes. Eu não sei o que anda acontecendo com as revisões desses livros ultimamente; tenho lido diversos cheios de erros de digitação. Eu sei que não é grave como erros de gramática, mas eu sou chata detalhista assim e gosto que a escrita esteja certa o máximo possível.

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